INTERSECCIONALIDADE NO DIAGNÓSTICO EM SAÚDE MENTAL
IMPLICAÇÕES PARA A EQUIDADE NO CUIDADO E PARA OS SERVIÇOS DE SAÚDE
DOI:
https://doi.org/10.54620/cadesp.v20i1.2683Palavras-chave:
Interseccionalidade, Saúde mental, Transtornos mentais, Determinantes sociais da saúde, DiagnósticoResumo
Introdução: O diagnóstico de transtornos mentais é influenciado por determinantes sociais que atravessam os sistemas de saúde e impactam o acesso e a qualidade do cuidado. Desigualdades estruturais relacionadas à raça, gênero, classe social e sexualidade podem interferir na identificação do sofrimento psíquico e na definição de diagnósticos, produzindo iniquidades no cuidado em saúde mental. Nesse contexto, a abordagem interseccional contribui para compreender como múltiplos marcadores sociais interagem na produção dessas desigualdades. Objetivo: Analisar, a partir da revisão sistemática da literatura, como a interseccionalidade influencia o diagnóstico de transtornos mentais e discutir implicações para a equidade no cuidado e para os serviços de saúde. Método: Revisão sistemática conduzida conforme as diretrizes PRISMA 2020, utilizando a estratégia PEO. Foram consultadas as bases PubMed, SciELO e BVS com foco em estudos publicados entre 2000 e 2024. A seleção ocorreu em três etapas: remoção de duplicidades, triagem por título e resumo e então leitura na íntegra. A qualidade metodológica foi avaliada por dois revisores independentes utilizando instrumentos do Joanna Briggs Institute. Resultados: Evidenciou-se que preconceitos implícitos, estigmas e modelos diagnósticos culturalmente limitados influenciam a acurácia, especialmente entre mulheres negras, pessoas trans e indivíduos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Conclusão: A incorporação da perspectiva interseccional pode contribuir para diagnósticos mais sensíveis às desigualdades sociais, fortalecendo a equidade no cuidado em saúde mental e qualificando práticas profissionais, formação em saúde e políticas públicas.
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