ATIVIDADE FÍSICA E TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS NO CAPS AD DE QUIXADÁ/CE
PDF

Palavras-chave

Atividade fisica
Transtornos mentais comuns
Transtornos relacionados ao uso de substâncias
saúde mental

Como Citar

1.
Bezerra Campos T, Menezes Amaral CE. ATIVIDADE FÍSICA E TRANSTORNOS MENTAIS COMUNS NO CAPS AD DE QUIXADÁ/CE . Cadernos ESP [Internet]. 19º de abril de 2021 [citado 24º de julho de 2021];15(1):63-6. Disponível em: //cadernos.esp.ce.gov.br/index.php/cadernos/article/view/494

Resumo

Objetivo: O estudo objetivou analisar a associação entre atividade física e transtornos mentais comuns (TMC) entre usuários do Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e outras Drogas de Quixadá/CE. Metodologia: Caracteriza-se como um estudo descritivo, de desenho transversal, com o uso de um questionário sociodemográfico, do SRQ-20 e do IPAQ. Resultados: A amostra consistiu em 29 usuários, com idade média de 45,41 (± 11,57) anos. O sexo foi a única variável que indicou associação com TMC (p<0,05). O percentual de sofrimento em homens (47,06%) foi menor do que o de mulheres (83,33%). O nível de atividade física não apresentou associação estatisticamente significativa com TMC, nem com qualquer outra variável. O estudo, de modo geral, não identificou associação entre a realização de atividade física e menor índice de TMC. Conclusões: O estudo não identificou associação entre a realização de atividade física e menor índice de TMC. Especula-se a existência de diferenças para a prevenção de TMC em pessoas com uso abusivo de substâncias entre atividades físicas realizadas em atividades domésticas e de deslocamento, em comparação com atividades sistematizadas e de lazer.

PDF

Referências

World Health Organization. Division of Mental Health‎. A User's guide to the self reporting questionnaire/SRQ compiled by M. Beusenberg and J [internet]. Orley. Geneva: WHO; 1994. 81p. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/61113.

Rocha SV, Araújo TM, Almeida MMG, Virtuoso JS Jr. Prática de atividade física no lazer e transtornos mentais comuns entre residentes de um município do Nordeste do Brasil. Rev. bras. Epidemiol [internet]. 2012; 15 (4): 871-883. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0047-20852011000200002&script=sci_abstract&tlng=pt.

Organização Mundial Da Saúde. Relatório mundial da saúde. Saúde mental: nova concepção, nova esperança. 1ª edição. Genebra: OPAS/OMS; 2002.

BRASIL. Portaria nº 3.088, de 23 de dezembro de 2011. Institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2011/prt3088_23_12_2011_rep.html. Acesso em: 31 ago. 2020.

BRASIL. Lei nº 12.864, de 24 de setembro de 2013. Altera o caput do art. 3o da Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, incluindo a atividade física como fator determinante e condicionante da saúde. Brasília/DF, set. 2013. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12864.htm. Acesso em: out. 2018.

Antunes HKM, Santos RF, Cassilhas R, et al. Exercício físico e função cognitiva: uma revisão. Rev Bras Med Esp [internet]. 2006; 12 (2): 108-114. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbme/v12n2/v12n2a11.

Harding TW, Arango M, Baltazar J, et al. Mental disorders in primary health care: a study of their frequency and diagnosis in four developing countries. Psychological Medicine. 1980; 10 (2): 231-241. In: PubMed; PMID: 7384326.

Pinto LLT, Rocha SV, Viana HPS, et al. Nível de atividade física habitual e transtornos mentais comuns entre idosos residentes em áreas rurais. Rev Bras Geriatr Geront [internet]. 2014; 17 (4): 819-828. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1809-98232014000400819&script=sci_abstract&tlng=pt.

Costa AG, Ludermir AB. Transtornos mentais comuns e apoio social: estudo em comunidade rural da Zona da Mata de Pernambuco, Brasil. Cadernos de Saúde Pública [internet]. 2005; 21 (1): 73-79. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1809-98232014000400819&script=sci_abstract&tlng=pt.

Ludermir AB, Melo Filho DA. Condições de vida e estrutura ocupacional associadas a transtornos mentais comuns. Rev Saúde Pública [internet]. 2002; 36 (2): 213-221. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102002000200014&script=sci_abstract&tlng=pt.

Matsudo SM, Natsudo VR, Araújo T, et al. Nível de atividade física da população do Estado de São Paulo: análise de acordo com o gênero, idade, nível socioeconômico, distribuição geográfica e de conhecimento. Rev Bras Cien e Mov [online]. 2002;10 (4): 41-50. Disponível em: https://portalrevistas.ucb.br/index.php/RBCM/article/view/469/495.

Adamoli NA, Azevedo MR. Padrões de atividade física de pessoas com transtornos mentais e de comportamento. Ciência e Saúde Coletiva [internet]. 2009; 14 (1): 243-251. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbme/v12n2/v12n2a11.

Benedetti TRB, Borges LJB, Petroski EL, Gonçalves LHT. Atividade física e estado de saúde mental de idosos. Revista Saúde Pública [internet]. 2008; 42(2): 302-307. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102008000200016.

Filiou MD, Sandi C. Anxiety and Brain Mitochondria: A Bidirectional Crosstalk. Trends in neurosciences [internet]. 2019; 42 (9): 573-588. DOI: https://doi.org/10.1016/j.tins.2019.07.002.

Fleck SJ, Kraemer WJ. Fundamentos do treinamento de força muscular. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2017.

Instituto Brasileiro de Geografia E Estatística. Pesquisa Nacional de Amostras por domicílio. Prática de esportes e atividade física: 2015. Rio de Janeiro: IBGE, 2017. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv100364.pdf.

Matsudo S, Araújo T, Matsudo V, et al. Questionário internacional de atividade física (IPAQ): estudo de validade e reprodutibilidade no Brasil. Revista Brasileira de Atividade física e saúde [internet]. 2001; 6 (2): 5-18. Disponível em: https://rbafs.org.br/RBAFS/article/view/931/1222.

Mcardle WD, Katch FI., Katch VL. Fisiologia do exercício: nutrição, energia e desempenho humano. 7ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2013.

Paula ADA; Oliveira BN, Abreu SMB. Educação física, rede de atenção psicossocial e grupo de práticas corporais: estudo de caso. Revista Baiana de Saúde Pública [internet]. 2017; 41 (4): 831-842. Disponível em: http://rbsp.sesab.ba.gov.br/index.php/rbsp/article/view/2576/2331.

Silva PPC, Santos ARM, Santos PJC, et al. Práticas corporais no Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas: a percepção dos usuários. Revista Brasileira de Ciências do Esporte. 2019 jan/mar; 41 (1): 3-9. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/rbce/v41n1/0101-3289-rbce-41-01-0003.pdf.

Zschucke E, Heinz A, Ströhle A. Exercise and Physical Activity in the Therapy of Substance Use Disorders. The Scientific World Journal. v. 2012, 19 p., 2012. In: PubMed; PMID: 22629222.

A Política do Ministério da Saúde para atenção integral a usuários de álcool e outras drogas / Ministério da Saúde, Secretaria Executiva, Coordenação Nacional de DST e Aids. – Brasília: Ministério da Saúde, 2003.

Creative Commons License
This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.

Copyright (c) 2021 Cadernos ESP - Revista Científica da Escola de Saúde Pública do Ceará