DEMANDA ESPONTÂNEA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA

AVALIAÇÃO DE MÉDICOS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.54620/cadesp.v16i2.789

Palavras-chave:

Acolhimento, Necessidades e Demandas de Serviços de Saúde, Acesso aos Serviços de Saúde, Médicos de Atenção Primária, Atenção Primária à Saúde

Resumo

Avaliar o acolhimento da demanda espontânea na Atenção Primária à Saúde (APS) sob a ótica dos médicos. Estudo descritivo com abordagem quantitativa e delineamento transversal, realizado com 55 médicos atuantes na APS, por meio de formulário elaborado pelos pesquisadores, no período de julho/2020 a agosto/2020. A maioria dos médicos participantes estava com 1 a 5 anos em atuação na APS. O atributo da APS considerado mais importante para o acolhimento: “trabalho em equipe” com 41,8% (n=23), “resolutividade” com 36,4% (n=20), “acesso aos serviços de saúde” com 20% (n=11). Nas notas atribuídas ao acolhimento nas unidades de atuação, constatou-se a média de 6,4, sendo a maioria associada ao conceito “bom”, com 52,7% (n=29), porém mais de 45% (n=25) avaliaram como “regular” ou “ruim”. Apesar da potencialidade do acolhimento da demanda espontânea, a avaliação negativa de parte expressiva dos médicos demonstra a necessidade de inserir estratégias para seu aprimoramento.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luis Lopes Sombra Neto, Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Ceará, Departamento de Psiquiatria, Fortaleza, Ceará, Brasil.

E-mail: luisneto88@gmail.com

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1524838226310991

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-0204-1960

Ívina Mourão Lobo Melo, Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Ceará, Curso de Medicina, Fortaleza, Ceará, Brasil.

E-mail: ivinamourao@gmail.com

Lattes: http://lattes.cnpq.br/6097312817323790

ORCID: https://orcid.org/0000-0001-5377-4227

Maria Mariana Souza Meireles, Universidade Federal do Ceará

Universidade Federal do Ceará, Curso de Medicina, Fortaleza, Ceará, Brasil.

E-mail: m.marianameireles@alu.ufc.br

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9381400285125057

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6658-8826

 

Geilson Gonçalves de Lima, Universidade de Fortaleza

Universidade de Fortaleza, Departamento de Saúde Coletiva, Fortaleza, Ceará, Brasil,

E-mail: geilsonlima@unifor.br

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3490893885579606

ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5697-8425

Referências

- SANTOS NR. SUS 30 anos: o início, a caminhada e os rumos. Ciências e Saúde Coletiva. 2018; 23(6):1729-1936.

- Ministério da Saúde (BR). Política Nacional de Atenção Básica 2017. Portaria Nº 2.436, de 21 de setembro de 2017. Brasília: 2017.

- Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Acolhimento à demanda espontânea. Cadernos de Atenção Básica n. 28, Volume I. Brasília: 2013.

- Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Acolhimento à demanda espontânea: queixas mais comuns na atenção básica. Cadernos de Atenção Básica, n. 28, Volume II. Brasília: 2013.

- Universidade Aberta do SUS (BR). Fundação Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca. Módulo Acolhimento à demanda espontânea na atenção básica. Brasília: 2015.

- NEVES RG, FLORES TR, DURO SMS, NUNES BP, TOMASI E . Tendência temporal da cobertura da Estratégia Saúde da Família no Brasil, regiões e Unidades da Federação, 2006-2016. Epidemiologia e serviços de saúde. 2018; 27(3):1-8.

- CARVALHO LSCL, COSTA FBC, BRANCO JGO. Acolhimento como ferramenta de reorganização do processo de trabalho diante de eventos agudos. Cadernos ESP. 2016; 10(2):46-56.

- Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Nota Técnica. Informações sobre as ações e programas do Departamento de Atenção Básica. Município: Fortaleza-CE. Brasília: 2020.

- ALBERTI GF, BUDÓ LMD, NEVES GL, ROSSO LF. Atributo do primeiro contato na atenção básica e práticas de cuidado: contribuições para a formação acadêmica do enfermeiro. Texto e Contexto-Enfermagem. 2016; 25(3):1-8.

- GOMIDE MFS, PINTO IC, BULGARELLI AF, SANTOS ALP, SERRANO GELLARDO MDF. A satisfação do usuário com a atenção primária à saúde: uma análise do acesso e acolhimento. Interface-Comunicação, Saúde, Educação. 2018; 22(65):387-398.

- CHÁVEZ GM, VIEGAS SMF, ROQUINI GR, SANTOS TR. Acesso, acessibilidade e demanda na estratégia saúde da família. Escola Anna Nery. 2020; 24(4):1-9.

- ROLIM LB, MONTEIRO JG, MEYER APGVF, NUTO SAS, ARAUJO MFM, FREITAS RWJF. Evaluation of primary health care attributes of Fortaleza city, Ceara state, Brazil. Revista Brasileira de Enfermagem. 2019; 72(1):19-26.

- SULZBCH CC, WEILLER TH, DALLEPHIANE LB. Acesso à atenção primária à saúde de longevos: perspectiva de profissionais da Saúde da Família de um município do Rio Grande do Sul. Cadernos Saúde Coletiva. 2020; 7(3):1-8.

- CARNUT L. Cuidado, integralidade e atenção primária à saúde: articulação essencial para refletir sobre o setor saúde no Brasil. Debate em Saúde. 2017; 41 (115): 1176-1189.

- ALMEIDA PF, MEDINA MG, FAUSTO MCR, GIOVANELLA L, BOUSQUAT A, MENDONÇA MHM. Coordenação do cuidado e atenção primária à saúde no Sistema Único de Saúde. Saúde em Debate. 2018; 42 (1):244-260.

- PASSOS FCB. Acesso e equidade aos serviços de saúde: uma revisão estruturada. Saúde em Debate. 2016; 40 (110):264-271.

- PEITER CC, LANZONI GMM, OLIVEIRA WF. Regulação em saúde e promoção da equidade: o Sistema Nacional de Regulação e o acesso à assistência em um município de grande porte. Saúde em Debate. 2016; 40 (111):63-73.

- MOREIRA DA. O sistema de triagem de Manchester na Atenção Primária à Saúde: ambiguidades e desafios relacionados ao acesso. Texto e Contexto Enfermagem. 2017; 26 (2):1-8.

- BARROS, F. P. C. Acesso e equidade nos serviços de saúde: uma revisão estruturada. em Debate, Rio de Janeiro, v. 40, n. 110, p. 264-271, jul./set. 2016.

- MACINKO, J.; MEDONÇA, C. S. Estratégia Saúde da Família, um forte modelo de Atenção Primária à Saúde que traz resultados. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 42, n. esp. 1, p. 18-37, set. 2018.

- GASPARINI, M. F. V.; FURTADO, J. P. Longitudinalidade e integralidade no Programa Mais Médicos: um estudo avaliativo. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 43, n. 120, p. 30-42, mar. 2019.

- CASTRO, et al. Brazil's unified health system: the first 30 years and prospects for the future. Health Policy, Washington, v. 394, n.27 p. 345-356, jul. 2019.

Downloads

Publicado

13-06-2022

Como Citar

1.
Sombra Neto LL, Melo Ívina ML, Meireles MMS, Lima GG de. DEMANDA ESPONTÂNEA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA: AVALIAÇÃO DE MÉDICOS. Cadernos ESP [Internet]. 13º de junho de 2022 [citado 21º de julho de 2024];16(2):34-9. Disponível em: https://cadernos.esp.ce.gov.br/index.php/cadernos/article/view/789
Received 2022-01-27
Accepted 2022-02-21
Published 2022-06-13