A VIGILÂNCIA SANITÁRIA E O COMÉRCIO DE ALIMENTOS EM EVENTOS DE MASSA

  • Moara Goya Kumasaka de Sousa Engenheira de Alimentos, Especialista em Vigilância Sanitária/ Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE). Assessora Técnica da Célula de Vigilância Sanitária de Fortaleza.
  • Larissa Pereira Aguiar Engenheira de alimentos, Especialista em Vigilância Sanitária, Mestre em Tecnologia de Alimentos. Docente dos Cursos de Nutrição e Gastronomia da Unifametro e Unifanor Wyden.
Palavras-chave: Alimentos, Vigilância Sanitária, Doenças transmitidas por alimentos, Surtos de doenças, Risco Sanitário

Resumo

Objetivou-se analisar as ações de Vigilância Sanitária nos eventos de massa (EM) em relação ao comércio ambulante de alimentos. Estudo exploratório, documental, com abordagem quantitativa, compreendendo o Pré-Carnaval e Carnaval de rua de Fortaleza, de 2015 e 2016. Como amostra de pesquisa, utilizou-se as barracas que vendiam alimentos, cadastradas pelas Secretarias Regionais II (SER II) e do Centro (SERCE), 130 e 230, respectivamente. As ações de Vigilância Sanitária foram descritas a partir de Relatórios Técnicos. As não conformidades verificadas foram nominadas, quantificadas, representadas em gráficos e analisadas conforme legislações sanitárias, frequência de ocorrência e risco sanitário. Em 2015 e 2016, observou-se que a utilização de matériasprimas e ingredientes sem origem comprovada foi a principal não conformidade nas  barracas da SER II (7,5% e 12%) e SERCE (6,0% e 4,6%), e que o percentual de barracas e o quantitativo de não conformidades verificadas eram menores quando os vendedores recebiam capacitação pela Vigilância Sanitária. Concluiu-se que as não conformidades são fatores de risco para a ocorrência de surtos de doenças transmitidas por alimentos e podem provocar agravos à saúde da população durante EM, requerendo ações educativas como medida de prevenção e de potencialização de boas práticas no comércio ambulante de alimentos.

Publicado
2019-12-19