EPIDEMIOLOGIA DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO CEARÁ ENTRE 2011 E 2018
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Palavras-chave

Leishmaniose Visceral
Serviços de Saúde
Epidemiologia
Doenças Endêmicas

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1.
Paz J da S, Carneiro Pinheiro AQ, Lopes Ribeiro R, Lucena Martins Ferreira J, Pinho da Silva L. EPIDEMIOLOGIA DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO CEARÁ ENTRE 2011 E 2018. Cadernos ESP [Internet]. 19º de abril de 2021 [citado 24º de outubro de 2021];15(1):23-32. Disponível em: //cadernos.esp.ce.gov.br/index.php/cadernos/article/view/450

Resumo

Objetivo: Avaliar as características epidemiológicas do calazar no estado do Ceará entre os anos de 2011 e 2018. Métodos: Estudo retrospectivo e quantitativo, que teve como fonte de dados fichas de notificação do Sistema Nacional de Agravos de Notificação dos pacientes com calazar registrados no Ceará. Resultados: Durante o período estudado, foram notificados 7.894 casos de calazar no Ceará. Fortaleza e Sobral foram os municípios com maior número de casos, sendo o sexo masculino o mais acometido. Ademais, 46,63% dos casos utilizaram como diagnóstico os exames laboratoriais. Em relação à idade, os adultos corresponderam a 46,5% dos casos, e as crianças a 31,39%. Sobre as condições socioeducacionais dos pacientes, a maioria tinha o ensino fundamental incompleto e exercia ocupações como estudante e dona de casa. Na evolução dos pacientes, a taxa de cura foi de 71,2% e a taxa de óbito em decorrência do calazar foi de 3,6%, os outros 7,7% correspondem à transferência e óbitos por outras causas. Dentre os pacientes com LV, 9,79% apresentaram coinfecção por HIV. Conclusões: De acordo com os nossos resultados, o calazar é uma doença ainda muito prevalente no estado do Ceará, tendo Fortaleza com o maior número de notificações. Porém, ainda existe uma grande subnotificação dos casos.

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