ASSISTÊNCIA EM RISCO SUICIDA
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Palavras-chave

Suicídio
Saúde Mental
Assistência à Saúde Mental

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Como Citar

1.
Maciel da Silva N, Paixão de Sousa JE. ASSISTÊNCIA EM RISCO SUICIDA: PERCEPÇÕES PROFISSIONAIS. Cadernos ESP [Internet]. 19º de abril de 2021 [citado 18º de setembro de 2021];15(1):33-47. Disponível em: //cadernos.esp.ce.gov.br/index.php/cadernos/article/view/483

Resumo

Objetivo: analisar a assistência à pessoa com comportamento suicida no Centro de Atenção Psicossocial, a partir de percepções profissionais. Métodos: o caminho científico foi de pesquisa qualitativa fundamentada no método Hermenêutico-dialético e na Análise de Conteúdo. Foram realizadas cinco entrevistas, abrangendo quatro categorias profissionais que compõem a equipe técnico-assistencial de nível superior do CAPS. Os dados obtidos por meio das entrevistas foram agrupados em três categorias: Fluxo do processo de assistência; Instrumentais de registros, avaliação e/ou notificação utilizados; e Desafios e Possibilidades da assistência. Resultados: observou-se que o fluxo de atendimento não é padronizado, mas a assistência é centrada no cuidado de duas categorias profissionais, com apreensão psicopatológica do fenômeno, ocasionando grande demanda e sobrecarga profissional. Constatou-se o uso, não recorrente, de instrumento de encaminhamento para comunicação com unidade hospitalar e da ficha de notificação compulsória, evidenciando a necessidade de maior apropriação dos instrumentos para produção de dados sobre o fenômeno do suicídio. Os principais desafios e possibilidades citados pelos profissionais foram: Educação Permanente em Saúde; discussão de casos e construções interprofissionais de Projetos Terapêuticos Singulares e necessidade de trabalho intersetorial. Conclusão: constatou-se que há necessidade da otimização da sistematização interprofissional e intersetorial das ações e da elaboração de projetos de gestão, com garantia de recursos humanos e financeiros que possibilitem a qualificação dessa assistência no serviço de atendimento. Considerou-se que novos estudos devem ser realizados, em virtude da limitação deste trabalho e da potencialidade encontrada nas falas de profissionais que vivem o cotidiano de atendimento a pacientes com risco de suicídio.

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