Prática do autocuidado em indivíduos com hipertensão arterial
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Palavras-chave

Hipertensão arterial
Estilo de vida saudável
Autocuidado

Como Citar

1.
de Assis Silva L, Sales Vitoriano Uchôa F. Prática do autocuidado em indivíduos com hipertensão arterial. Cadernos ESP [Internet]. 4º de outubro de 2019 [citado 6º de dezembro de 2021];10(2):08-21. Disponível em: //cadernos.esp.ce.gov.br/index.php/cadernos/article/view/103

Resumo

Investigar a prática de autocuidado em indivíduos com hipertensão arterial acompanhados pela Estratégia Saúde da Família de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no município de Iguatu-CE, verificar o conhecimento desses indivíduos sobre a hipertensão arterial e identificar os fatores que facilitam ou dificultam a realização do autocuidado sob a ótica do paciente. Estudo exploratório-descritivo com abordagem qualitativa, realizado com indivíduos diagnosticados com hipertensão arterial, os quais não realizavam acompanhamento de forma contínua. Para coleta de dados, foi utilizada a técnica da entrevista semiestruturada. Como método de análise de dados, optou-se pela análise de conteúdos proposta por Bardin. Foram identificadas como práticas de autocuidado uma dieta reduzida de sal e lipídios, a cessação do álcool e fumo, a prática de atividade física e o comparecimento às consultas. Dentre os fatores facilitadores desse autocuidado, tem-se o apoio familiar e a Estratégia Saúde da Família, dada a importância das atividades educativas que são promovidas pela equipe interdisciplinar que deve conhecer a visão do indivíduo sobre a doença e oferecer um suporte para que a pessoa com hipertensão arterial possa realizar seu autocuidado. Apesar de muitos indivíduos com hipertensão arterial conhecerem o processo de desenvolvimento da doença, estes nem sempre realizam as práticas de autocuidado, dificultando, assim, o controle da doença, considerada um problema de saúde pública. Através da identificação das práticas de autocuidado e dos fatores condicionantes para a sua realização, o estudo possibilita a formulação de intervenções e estratégias, a fim de tornar esses indivíduos mais autônomos, incentivando ações mais apropriadas na prevenção de complicações e na promoção da saúde.

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