EDUCAÇÃO PARA MORTE FORMAÇÃO EM TANATOLOGIA PARA ATUAÇÃO EM SAÚDE

Conteúdo do artigo principal

Fernanda Gomes Lopes
Glenda Sabino Paiva
Nazka Fernandes Farias
Igor Santos Cassiano
Priscila Silveira Penha

Resumo

A morte, esse evento natural e inevitável, traz consigo diversas representações, de acordo com o contexto histórico em que está inserida. A partir da evolução da ciência, a morte passou a ser vista enquanto fracasso e tabu, produzindo angústia e medo. Nesse contexto, entende-se que a negação desse evento provoca sofrimento intenso, principalmente para os profissionais de saúde que estão em contato direto com o mesmo. A escassez de espaços que promovem uma capacitação teórico-técnica-emocional sobre o processo de morte e o morrer resulta em profissionais pouco preparados para lidar com situações de terminalidade, o que pode ocasionar adoecimentos psíquicos e físicos e afetar diretamente a qualidade da assistência prestada aos pacientes e aos seus familiares. Diante disso, esse manuscrito descritivo e exploratório busca relatar, a partir do olhar da equipe organizadora de uma instituição de ensino em saúde de Fortaleza, a experiência da construção de uma formação teórico-vivencial em Tanatologia para estudantes e profissionais da área da saúde. Acreditamos que a criação dessas formações possa contribuir para a minimização do estigma da morte e para a qualificação da assistência em saúde, possibilitando o reconhecimento e compartilhamento das dificuldades e potencialidades frente ao encontro com a morte e o morrer.

Detalhes do artigo

Como Citar
1.
Gomes Lopes F, Sabino Paiva G, Fernandes Farias N, Santos Cassiano I, Silveira Penha P. EDUCAÇÃO PARA MORTE: FORMAÇÃO EM TANATOLOGIA PARA ATUAÇÃO EM SAÚDE . Cadernos ESP [Internet]. 3º de março de 2022 [citado 28º de maio de 2022];16(1):122-7. Disponível em: //cadernos.esp.ce.gov.br/index.php/cadernos/article/view/557
Seção
Relato de Experiência, Atualização e/ou Inovação Tecnológica

Referências

1. Ariès P. História da morte no Ocidente: da Idade Média aos nossos dias. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2012.
2. Kovács MJ. Educação para a morte: quebrando paradigmas. Porto Alegre: Sinopsys, 2021.
3. França MD, Botomé SP. É possível uma educação para morte? Psicologia em estudo. 2005; 10(3): 547-548.
4.Organização Pan-Americana da Saúde. Folha informativa sobre COVID-19 [Internet]. Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde; 2020 - [citado em 2021 Apr 19]. Disponível em: https://www.paho.org/pt/covid19
5. Tomaz JBC. Educação na saúde em tempos de pandemia: desafios e oportunidades. Cadernos ESP. 2020; 14(2): 7-9.
6. Lopes F (Org.). Residências multiprofissionais hospitalares: revisitando resultados de um processo de construção. Fortaleza: EdUece, 2021.
7. Kovács MJ. Educação para a morte. Psicologia: Ciência e Profissão. 2005; 25(3): 484-497.
8. Amatuzzi MM. O uso da versão de sentido na formação e pesquisa em psicologia. In: Carvalho RMLL (Org.). Repensando a formação do psicólogo: da informação à descoberta. Rio de Janeiro: Associação Nacional de Pesquisa e Pós Graduação em Psicologia; 1996. p. 11-24
9. Yin RK. Estudo de caso: planejamento e métodos. 4ª ed. Porto Alegre (RS): Bookman; 2010.
10. Merhy EE. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. 3ª ed. São Paulo: Editora Hucitec, 2002.

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)