CRISE HIPERTENSIVA EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA

EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS

Autores

  • Erilaine Freitas Corpes Governo do Estado do Ceará
  • Leiliane de Queiroz Oliveira SAMU Ceará
  • Paulo Alberto Cosquillo Valdivia SAMU Ceará
  • Jayranne Mara Santana Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar
  • Samyla Citó Pedrosa
  • Marília de Andrade Guedes Giesta Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar
  • Vanessa Vieira de Sousa
  • Joana Dayse da Rocha Andrade
  • Yury Tavares de Lima SAMU Ceará
  • Geisy Lanne Munis Luna SAMU Ceará
  • Roberta Duarte Maia Barakat Universidade Estadual do Ceará https://orcid.org/0000-0001-5694-0315
  • Sandra Machado Lira Escola de Saúde Pública do Ceará

DOI:

https://doi.org/10.54620/cadesp.v20secaotematica.2832

Palavras-chave:

Crise Hipertensiva, Hipertensão, Serviço Hospitalar de Emergência

Resumo

Introdução: As crises hipertensivas representam condição frequente nos serviços de urgência e emergência e exigem avaliação clínica criteriosa para diferenciar situações com e sem lesão aguda de órgão-alvo. Objetivo: Esta revisão integrativa objetiva analisar as evidências científicas recentes acerca do manejo das crises hipertensivas em adultos nos serviços de urgência e emergência, com ênfase nas condutas assistenciais, no prognóstico clínico e nas estratégias de acompanhamento após a alta. Métodos: O processo de seleção dos estudos foi conduzido conforme as recomendações do PRISMA 2020. Foram identificados 1.950 registros nas bases PubMed, LILACS, Scopus e Cochrane. Após a remoção de duplicatas e triagem por títulos e resumos, 19 artigos foram avaliados na íntegra, resultando em 7 estudos incluídos. A extração dos dados contemplou autor, ano, país, tipo de estudo, objetivos, intervenções, desfechos e principais achados, sendo a análise conduzida por abordagem temática. Resultados: Os resultados demonstraram que elevações importantes da pressão arterial no pronto-socorro estão associadas a maior risco cardiovascular, especialmente nas semanas subsequentes ao atendimento. Entretanto, em pacientes sem lesão aguda de órgão-alvo, a redução agressiva da pressão arterial não apresentou benefício consistente sobre mortalidade, acidente vascular cerebral ou eventos cardiovasculares maiores. As evidências sustentam a priorização da estratificação de risco, redução gradual da pressão arterial, ajuste terapêutico, educação do paciente e acompanhamento ambulatorial precoce. Conclusão: Conclui-se que o manejo seguro das crises hipertensivas depende da distinção entre emergência hipertensiva e elevação importante da pressão arterial sem lesão de órgão-alvo, bem como da integração entre pronto-socorro e atenção primária.

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Biografia do Autor

  • Erilaine Freitas Corpes, Governo do Estado do Ceará

    Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará. Especialista em Cancerologia pela Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) pela modalidade Residência Multiprofissional e especialista em Terapia Intensiva pela Universidade Estadual do Ceará. Bacharel em Enfermagem pela Universidade Estadual do Ceará

  • Leiliane de Queiroz Oliveira, SAMU Ceará

    Possui graduação em ENFERMAGEM pela Universidade Regional do Cariri (2004).Mestrado Acadêmico em Ciências da Saúde pela FMABC (2022), Mestrado Profissional em Terapia Intensiva pela SOBRATI (2015). Pós-graduação em Saúde Mental (URCA - 2006), Cuidados Intensivos (São Camilo - 2012), Urgência e Emergência pela ESP-CE (2013). Pós-Graduação em Libras pela FIP e Enfermagem em UTI Neonatologia e Pediátrica. Enfermeira Operacional do SAMU 192 CEARÁ, Professora do Curso de Graduação em Enfermagem e Radiologia da CECAPE

  • Paulo Alberto Cosquillo Valdivia, SAMU Ceará

    Graduação em Medicina pelo Centro Universitário Christus (2017.1). Pós-graduado em Curso de Especialização em Atenção Primária à Saúde (APS), 2019 - 2020 pela Escola de Saúde Pública do Ceará.Atualmente, Médico Regulador/ Interventor do SAMU Ceará desde 2018.

     

  • Jayranne Mara Santana, Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar

    Possui graduação em Medicina pela Faculdade Integral Diferencial (2016). Atualmente é emergencista do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar 

  • Samyla Citó Pedrosa

    Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Ceará (2018). Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Ceará (2015). Especialista em Urgência e Emergência pela Faculdade Leão Sampaio (2018) e especialista em Terapia Intensiva pela Escola de Saúde Púbica do Ceará (ESP/CE) (2020). Formação em Life Coach Practitioner pelo Instituto de Desenvolvimento Sistêmico. Atuou como pública da Prefeitura do Recife no Serviço Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (SAMU)

     

  • Marília de Andrade Guedes Giesta, Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar

    Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2008). Atualmente é médica reguladora chefe de equipe da Central de Regulação das Urgências do SAMU 192 Ceará.

  • Vanessa Vieira de Sousa

    Graduada em Enfermagem pela UNIFAMETRO. Especialista em UTI e Urgência e Eemergência.

  • Joana Dayse da Rocha Andrade

    Nutricionista graduada na Universidade estadual do Ceará (UECE), mestre em Nutrição e Saúde na Universidade Estadual do Ceará (UECE), pós-graduada em Nutrição e exercício físico na Universidade Estadual do Ceará (UECE), pós graduada em Fitoterapia Aplicada à Nutrição pelo Instituto Líbano

  • Yury Tavares de Lima, SAMU Ceará

    Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Campina Grande (2016), residência médica em Medicina de Emergência pela Escola de Saude Publica do estado do Ceará (ESP-CE). Atualmente é co-fundador do Instituto Emergência Brasil - IEB, diretor de Educação Permanente do SAMU 192 Ceará (onde se insere o Núcleo de Educação em Urgências - NEU). Atua como plantonista da sala de reanimação do Hospital Doutor Carlos Alberto Studart Gomes e do eixo vermelho do Instituto Dr. José Frota em Fortaleza-CE

  • Geisy Lanne Munis Luna, SAMU Ceará

    Enfermeira. Doutora e Mestre em Saúde Coletiva. Especialista em Saúde da Família e Enfermagem Forense. Diretora de Enfermagem do SAMU 192 Ceará. Professora do Curso de Enfermagem da Faculdade UNINTA-Fortaleza e Professora do Curso de Medicina da Faculdade Estácio Canindé.

  • Roberta Duarte Maia Barakat, Universidade Estadual do Ceará

    Assistente social e Sanitarista. Doutoranda em Saúde Coletiva. Docente da Universidade Estadual do Ceará

  • Sandra Machado Lira, Escola de Saúde Pública do Ceará

    Graduada em Nutrição pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) (2013). Especialista em Nutrição Clínica e Funcional pelo Centro Universitário Estácio do Ceará (2016). Mestre em Nutrição e Saúde (UECE) (2016). Doutora em Biotecnologia (RENORBIO-UECE) (2019) aplicada a saúde. Tem experiência na área de nutrição, com ênfase em nutrição clínica e experimental, atuando principalmente no tema: doenças crônicas não transmissíveis com enfoque em Diabetes. Atualmente é professora substituta do curso de Nutrição do IFCE-Iguatu e de algumas especializações.

Referências

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Publicado

18-09-2026

Edição

Seção

Seção temática: Evidências científicas para o fortalecimento da regulação clínica no atendimento pré-hospitalar móvel

Categorias

Como Citar

1.
Freitas Corpes E, de Queiroz Oliveira L, Cosquillo Valdivia PA, Santana JM, Citó Pedrosa S, de Andrade Guedes Giesta M, et al. CRISE HIPERTENSIVA EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA: EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS. Cadernos ESP [Internet]. 18º de setembro de 2026 [citado 18º de setembro de 2026];20(1):e2832. Disponível em: https://cadernos.esp.ce.gov.br/index.php/cadernos/article/view/2832

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