ÁGUA ADICIONADA DE SAIS

ADEQUAÇÃO À LEGISLAÇÃO

  • Ezenete Pereira de Morais Química, Pós Graduada em Vigilância Sanitária pela Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará
  • Shirlene Telmos Silva de Lima Farmacêutica, Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
  • Maria Tereza Pinto da Costa Bióloga, Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
  • Antônio Carlos Araújo Fraga Farmacêutico, Mestre em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
  • Leda Maria Simões Mello Farmacêutica, Mestre em Patologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC)..
  • Leandra Claudio Almeida Química, Pós Graduada em Vigilância Sanitária pela Escola de Saúde Pública do Estado do Ceará.
  • Cintia de Brito Melo Bióloga, Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
Palavras-chave: Água mineral, Água Adicionada de Sais, Legislações

Resumo

Visando aperfeiçoar o monitoramento das empresas que fabricam águas adicionadas de sais, devido a uma grande demanda, a ANVISA publicou em 2017 a RDC nº 182. Historicamente, as empresas apresentam dificuldades em adequar-se às normas, principalmente no tocante aos aspectos físico-químicos e rotulagem. O presente estudo objetivou analisar a adequação de marcas de águas adicionadas de sais quanto aos parâmetros físico-químicos e de rotulagem, submetidas à análise no Laboratório Central de Saúde Pública do Ceará. Foram analisados 113 laudos de diferentes marcas, referente aos anos de 2017 e 2018 de um total de 126 empresas envasadoras de água adicionadas de sais registradas na Vigilância Sanitária do Ceará. Das 113 marcas estudadas, 51 (45,13%) tiveram o resultado insatisfatório com relação à quantidade mínima dos sais adicionados e 112 (99,12%) tiveram resultado insatisfatório para a análise de rótulos. Nos rótulos analisados, o quesito que teve o maior índice de insatisfatoriedade foi a comparação da concentração dos íons declarados no rótulo do produto e a concentração encontrada na análise laboratorial, sendo que 111 (98,23%) apresentaram valores divergentes para esse parâmetro. Conclui-se que grande parte das marcas estudadas está em desacordo com as normas que regem as AAS em relação aos parâmetros físico-químico e rotulagem.

Publicado
2019-12-19