AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA DE UM AMBULATÓRIO DE PESSÁRIO VAGINAL
PDF

Palavras-chave

Prolapso de Órgão Pélvico
Tratamento Conservador
Avaliação de Processos e Resultados em Cuidados de Saúde

Categorias

Como Citar

1.
Gomes MLS, Vasconcelos CTM, Vasconcelos Neto JA, Pinto MCC, Oliveira NM de V, Alves FM. AVALIAÇÃO DA ESTRUTURA DE UM AMBULATÓRIO DE PESSÁRIO VAGINAL. Cadernos ESP [Internet]. 27º de julho de 2021 [citado 4º de dezembro de 2021];15(1):49-57. Disponível em: //cadernos.esp.ce.gov.br/index.php/cadernos/article/view/531

Resumo

Objetivo: Avaliar a qualidade da estrutura de um ambulatório especializado no tratamento conservador com o pessário vaginal. Metodologia: Trata-se de um estudo avaliativo realizado em 2019 no Ambulatório de Pessário Vaginal do Hospital Geral de Fortaleza. Para a avaliação foi considerado o elemento estrutura da tríade da avaliação da qualidade proposto por Avery Donabedian (1988): infraestrutura, equipamentos, insumos e recursos humanos. As informações foram obtidas por meio de visita ao local. Os instrumentos foram construídos e adaptados de outros estudos avaliativos e de acordo com a literatura analisada. Os dados foram apresentados de forma descritiva. Resultados:  Identificou-se que o serviço possui uma estrutura em conformidade com o recomendado na literatura analisada, exceto quanto a presença de espaço direcionado para a realização de atividades educativas coletivas. Conclusão: Verificou-se que o segundo ambulatório possui conformidades de acordo com as recomendações identificadas na literatura quanto aos elementos de estrutura física, recursos humanos e insumos. Apesar de possuir baixa variabilidade de modelos de pessários disponíveis para inserção, isso parece não impactar os altos índices de adesão e inserção bem-sucedida.

PDF

Referências

1. Haylen BT et al. An International Urogynecological Association (IUGA) / International Continence Society (ICS) joint report on the terminology for female pelvic organ prolapse (POP). Int Urogynecol J. 2016 Feb;27(2):165-94
2. Abrams P. et al. Incontinence: International Consultation on Incontinence Book. 6th ed. Bristol UK: Internacional Continence Society; 2017.
3. Li Z. et al. An epidemiologic study of pelvic organ prolapse in postmenopausal women: a population-based sample in China. Climacteric. Climacteric: IMS J 2019 Feb;22(1):79-84.
4. Wu JM et al. Prevalence and trends of symptomatic pelvic floor disorders in U.S. women. Obstet. Gynecol. 2014 Jan;123(1):141-148.
5. Bidmead J, Cardozo LD. Pelvic floor changes in the older woman. Br J Urol. 1998 Dec;82 Suppl 1:18-25.
6. de Albuquerque Coelho SC, de Castro EB, Juliato CR. Female pelvic organ prolapse using pessaries: systematic review. Int Urogynecol J. 2016 Dec;27(12):1797-1803.
7. Bezerra LR, Vasconcelos Neto JA, Vasconcelos CT et al. Prevalence of unreported bowel symptoms in women with pelvic floor dysfunction and the impact on their quality of life. Int Urogynecol J. 2014 Jul;25(7):927-33.
8. Robert M, et al. Technical update on pessary use. J Obstet Gynaecol Can. 2013 Jul;35(7):664-674.
9. Abdool, Z. et al. Prospective evaluation of outcome of vaginal pessaries versus surgery in women with symptomatic pelvic organ prolapse. Int Urogynecol J. 2011 Mar;22(3):273-8.
10. Abdulaziz M et al. An integrative review and severity classification of complications related to pessary use in the treatment of female pelvic organ prolapse. Can Urol Assoc J. 2015 May-Jun;9(5-6):E400-6.
11. Dueñas JL, Miceli A. Effectiveness of a continuous-use ring-shaped vaginal pessary without support for advanced pelvic organ prolapse in postmenopausal women. Int Urogynecol J. 2018 Nov;29(11):1629-1636.
12. Lone F et al. A 5-year prospective study of vaginal pessary use for pelvic organ prolapse. Int J Gynaecol Obstet. 2011 Jul;114(1):56-9.
13. Vasconcelos CTM et al. Pessary evaluation for genital prolapse treatment: From acceptance to successful fitting. Neurourol Urodyn. 2020 Nov;39(8):2344-2352.
14. Donabedian A. The quality of care. How can it be assessed? JAMA. 1988 Sep 23-30;260(12):1743-8.
15. Campbell SM, Roland MO, Buetow SA. Defining quality of care. Soc Sci Med. 2000 Dec;51(11):1611-25.
16. Bernardo EBR. Avaliação da assistência pré-natal de gestantes com risco habitual. Fortaleza. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Departamento de Enfermagem, Universidade Federal do Ceará;2016.
17. O'Dell K, Atnip S. Pessary care: follow up and management of complications. Urol Nurs. 2012 May-Jun;32(3):126-36, 145; quiz 137.
18. Conselho Nacional de Saúde (Brasil). Resolução n° 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília: Diário Oficial da União 13 jun 2013; Seção 01.
19. Vasconcelos CTM et al. Disfunções do assoalho pélvico: perfil sóciodemográfico e clínico das usuárias de um ambulatório de uroginecologia. Rev Elet Gest & Saúde 2013;4(1):1484-98.
20. Karbage SA, Santos ZM, Frota MA, de Moura HJ, Vasconcelos CT, Neto JA, Bezerra LR. Quality of life of Brazilian women with urinary incontinence and the impact on their sexual function. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2016 Jun;201:56-60.
21. Vasconcelos Neto JA, Vasconcelos CTM, Regadas SMM, Bezerra LRPS, Lustosa KA, Karbage SAL. Clinical impact of bowel symptoms in women with pelvic floor disorders. Int Urogynecol J. 2017 Sep;28(9):1415-1420.
22. Ferreira HLOC et al. Protocol for pelvic organ prolapse treatment with vaginal pessaries. Acta paul. enferm. 2018 Dec ; 31( 6 ): 585-592. Avaible from:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-21002018000600585&lng=en.
23. Pott-Grinstein E, Newcomer JR. Gynecologists' patterns of prescribing pessaries. J Reprod Med. 2001 Mar;46(3):205-8.
24. Wolff B, Williams K, Winkler A, Lind L, Shalom D. Pessary types and discontinuation rates in patients with advanced pelvic organ prolapse. Int Urogynecol J. 2017 Jul;28(7):993-997.
25. Anger JT et al. Quality-of-care indicators for pelvic organ prolapse: development of an infrastructure for quality assessment. Int Urogynecol J. 2013 Dec;24(12):2039-47.
26. Alas AN et al. Measuring the quality of care provided to women with pelvic organ prolapse. Am J Obstet Gynecol. 2015 Apr;212(4):471.e1-9.
27. Brown LK et al. Defining Patient Knowledge and Perceptions of Vaginal Pessaries for Prolapse and Incontinence. Female Pelvic Med Reconstr Surg. 2016 Mar-Apr;22(2):93-7.
28. Bugge C, Hagen S, Thakar R. Vaginal pessaries for pelvic organ prolapse and urinary incontinence: a multiprofessional survey of practice. Int Urogynecol J. 2013 Jun;24(6):1017-24.
29. Tso C, et al. Nonsurgical Treatment Options for Women With Pelvic Organ Prolapse. Nurs Womens Health. 2018 Jun;22(3):228-239.
30. Silva MZO, Mota GF. Atuação da equipe de enfermagem na prevenção de doenças crônicas. Cadernos ESP-Revista Científica da Escola de Saúde Pública do Ceará. 2011; 5(2):55-67.