RESISTÊNCIA, ANCESTRALIDADE E COLETIVIDADE NA EDUCAÇÃO INDÍGENA
DOI:
https://doi.org/10.54620/d5tkta57Palavras-chave:
Povos Indígenas, Educação, PsicologiaResumo
Este artigo tem como objetivo relatar a experiência de estudantes de Psicologia na condução de um grupo focal com professores e funcionários de uma escola indígena localizada no município de Pacatuba, Ceará, buscando compreender o ofício docente e as práticas educativas nesse contexto. Trata-se de pesquisa qualitativa, estruturada como relato de experiência, realizada em disciplina de estágio, utilizando observação participante, entrevistas semiestruturadas e grupo focal. Os resultados evidenciaram que a escola indígena se configura como um espaço de resistência cultural, no qual a educação está intrinsecamente articulada à ancestralidade, à espiritualidade e à coletividade. As práticas pedagógicas observadas extrapolam o modelo escolar hegemônico, valorizando a transmissão intergeracional de saberes e o trabalho coletivo. Conclui-se que a experiência contribuiu para a valorização dos saberes indígenas e para a formação acadêmica das estudantes, reafirmando a importância de práticas de pesquisa comprometidas com a descolonização do conhecimento.
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